10 de maio de 2017

Tetris

Sentada com as pernas esticadas pensando em infinitos maiores que uma bola de gude psicodélica, tentando focalizar minha atenção a ela para não sentir a sola dos pés latejando de dor, depois de duas horas em um salto médio de conforto mediano também. Olho para o teto e vejo luzes lindas, neons, vermelhas, uma bela composição até.
Converso com pessoas que são bem bacanas, mas um em especifico que também não estava no encaixe da noite, talvez também estivesse observando a composição do teto. 
Não me encaixo mais a isso. Não à balada ou à festas, mas em certos propósitos, na verdade não sei ao certo no que me encaixo, mas sei onde não me encaixo mais. Não consigo me encaixar mais em estereótipos desenhados a caneta, em modelinhos Ken e Barbie, em garrafas de vodkas, em o certo é tal caminho, em emprego fixo e tradicional, em falta de interesses, em amizades por interesses, em concreto sem arte e em conversas monossilábicas.
Espera calma, não sou uma pessoa reta, que só se encaixa na linha vertical ou horizontal, mas sou uma peça de lados fixos, porém um diferente do outro, uma peça que busca agora encaixes que são diferentes mais que se completam formando um todo fechado e completo. 
Como no tetris, vou descendo a vida de uma forma, e no fim já estou de outra, as vezes meio encaixada, as vezes meio completa, as vezes fechada, mas sempre buscando encaixes e conexões para minimizar o acumulo dessa vida. Ah mas de uma coisa eu sei, nessa fase aqui, que estou tenho me encaixado muito bem até.


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