16 de setembro de 2016

A prova que é a vida é frágil.

Ilustrações no movimento

É a morte, ela que prova que a vida é frágil.
Somos fortes, somos valentes, às vezes até brutos, conseguimos levantar pesos, superar perdas, andar em fogo, perder a mãe ou um filho, superar doenças terminais, resistir a problemas emocionais, alguns até escalam montanhas e olha que montanhas têm suas travessuras, ganhamos força, confiança e nos blindamos e gritamos aos quatro ventos que somos fortes.

Já superamos filmes de romances que fazem nossos olhos pularem para fora, já conseguimos passar por barreiras psicológicas indestrutíveis, já levamos facadas que foram curadas, já levamos golpes de democracia, já passamos por guerras mundiais e nacionais, o BOPE já te evitou na rua, um assaltante já deixou você ir embora, já fomos vacinados contra tétano, tuberculose, poliomielite e afins até o Zé gotinha já entrou na dança e mais uma vez nos blindamos e gritamos aos quatro ventos que somos fortes.

Uma vez já recebi uma leve descarga elétrica com os pés na água e já senti desespero quando senti um caroço nos seios, mas os males passaram e aqui estou dizendo que continuo forte.
Mas enquanto isso há quem não diga mais que é forte, há quem não escapou de uma abordagem de assaltante, que foi mira do BOPE, que a vacina estava vencida, que o caroço dos seios era maligno, que a depressão levou a escuridão, que uma piscadela no transito virasse sono eterno, e que um mergulho afundasse mais um frágil mundo.

Ahhh vida, por favor, não entre em briga com a morte, que ela prova que é forte.
Faça apenas que quando nos dê o sopro dessa vida, venha com uma etiqueta de boas vindas: CUIDADO FRÁGIL.



3 comentários:

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