14 de setembro de 2011

Caixa de Som: Pirigulino Babilake

Sei que vocês estão aí assim: -Piri... o quê?

É, não encontrei ainda quem entenda de primeira...

Ouço essa banda desde 2008, eu acho.

Sempre gostei muito desse ritmo "indefinido",

e essa voz do Pietro Leal? Chega a ser falta de educação!

Bem, quase ninguém se interessava quando eu falava sobre eles, talvez por meu gosto um tanto exótico.

Mas o talento desses garotos fez com que a banda crescesse muito.

Cá estão!

Antes de colocar a biografia escrita por Pietro e divulgada no site, quero dizer que me apaixonei pela história.

Ainda não tinha me atrevido a ler, mas adorei! Imagino que com mais detalhes, viraria um livro!

(E se virar, aceito de presente ;D)


“Quando se tenta formar uma banda, o primeiro pensamento que vem à cabeça é alcançar o sucesso, certo? Certo! Mas no nosso caso, o objetivo fugiu um pouco desse caminho. Claro que pensávamos em atrair um grande público, sermos bem-sucedidos... Tínhamos nossos objetivos bem claros e coesos. Entraríamos nesse mundo como qualquer outra banda se não fosse por um detalhe: uma dívida.”

Depois de se encantar com o Rio, Pietro resolveu que teria que voltar para tocar com seus amigos (Gugu, Ronie e Guto).
Sendo assim, buscou um por um e (sem muito esforço) os convenceu que lá era o lugar.
Fizeram a estréia em véspera de São João, no quintal da casa de amigas, mas tudo preparado por eles com dedicação.
“...Junto aos primeiros batuques e acordes, surgiam os primeiros aplausos e as vozes se multiplicavam e, entre cantigas e poesias, a madrugava chegava, os casais surgiam e desapareciam. De repente o silêncio chegou trazendo os primeiros raios de sol. Acordei atordoado. Pessoas dormindo espalhadas no chão, abraçadas e sorridentes. Havia acontecido a tão esperada estréia. O dia em que fomos graduados como bacharéis em felicidade. Muito louco, muito lindo!!
(...)
A volta pra casa foi um tormento. Um misto de alegria, ressaca e o medo de que tudo aquilo se dissipasse logo que aportássemos em Salvador. Durante a primeira semana após a viagem, éramos que nem zumbis. Não conseguíamos pensar nem falar n’outra coisa. Até que os tão buscados convites para apresentações começaram a aparecer. Aniversários, batizados de bonecas, bodas de diamante.... Daí para as primeiras festas universitárias foi um passo. Nelas encontramos o nosso público mais fiel: nossos amigos."
E a questão maior, “O batizado do bando”
“Até então éramos apenas um grupo de marmanjos ferrados e barulhentos. Não existia uma alcunha para nos designar como banda de verdade, apenas um singelo 'apelido': Pietro Leal e as Más Influências. Bem, não sei porquê, mas alguma coisa nos dizia que aquilo não ia funcionar. Numa manhã de segunda-feira, estava eu no trampo, esparramado em frente a um computador, quando ouvi uma voz dizendo: "Fala, Pirigulino!!"
Olhei pra trás e ele riu. Era Irlan, colega de trabalho na agência. Dei risada e pedi que repetisse o que tinha falado. Ele repetiu com um complemento: "Pirigulino Babilake, o cara do farol." Há muito tempo não ouvia algo com uma sonoridade tão expressiva e engraçada. Perguntei de onde ele tinha tirado aquela expressão. Me mostrou uma coletânea de Rock'n Roll baiano onde tinha uma musica com esse nome. Antes de saber mais a fundo sobre a etimologia do vocábulo em questão (olha que bonito isso), já havia me convencido de que outro nome não poderia nos designar melhor. Já me sentia integrante da Pirigulino Babilake. Quase como uma seita.
Encontrei o povo todo reunido num boteco, perto da faculdade. Chamei os outros sacanas: Ronie, Gugu e Guto. Enchemos os copos de cerveja e eu disse: "Pirigulino Babilake, esse é o nome!!!". Como não podia deixar de ser, ouvi num tom quase que uníssono: "Piri o que?!?!" Lá fui eu explicar tudo pra eles. Antes que em concluísse, já haviam concordado e se arriscavam em gritos como: "É Piriluguino!!!", "Da-lhe, Piguirulino". Tudo bem...tinha esperanças de que logo, logo eles iriam aprender."
Entrou então para o time Menduin, Vinicius e Davi, saiu Ronie. Não nessa ordem, mas foi isso.
Então, Pirigulino Babilake hoje é:
Pietro Leal (violão e voz), Vini Nunes (baixo), Davi Brandão (guitarra solo), Guto Miranda (guitarra base e zabumba), Gugu Pinto (percurssão), Thiago Gomes (bateria)

Tentei definir um estilo musical, não encontrei nada. É música brasileira, das boas, sabe?

Então, ouve aí:




Beijos!
@mih_carvalho

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